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Smartphone substitui scanner e causa “disrupção” na área de cadastramento

19 Aug Smartphone substitui scanner e causa “disrupção” na área de cadastramento

A combinação da câmera do celular com aplicações de autenticação de imagem digital e leitura de código de barras se transformou num fator disruptivo que está permitindo as empresas, bancos e órgãos de governo a intensificar de forma radical a descentralização da captura de documentos para efeitos de cadastro. Muitas empresas já começaram, inclusive, a desativar as estruturas antes usadas para isto.

De acordo com Roberto Schmaltz, diretor executivo da M2Sys, até pouco tempo atrás, a descentralização ainda era limitada. Os bancos, por exemplo, estavam investindo em estruturas descentralizadas, mas ainda dispendiosas, para a leitura digital de cheques diretamente nas agências, a fim evitar custos como o de transporte via carro forte até um centro de processamento.

“Mas agora, o que está ocorrendo é uma descentralização bem mais radical, já que através do smartphone o próprio recebedor do cheque pode capturá-lo e enviá-lo instantaneamente para o banco na forma de imagem auditada, sem que o documento em papel necessite transitar e passar por diversos processos”, afirma o executivo.

Para assegurar a validade forense, a segurança financeira e a privacidade de dados exigida nesse tipo de processo, as aplicações de captura passaram a se apoiar em tecnologias como a leitura de códigos de barra (bancários ou não bancários) e o uso de OCR (reconhecedor de caracteres gráficos) para conferir a imagem gráfica dos documentos e da assinatura caligráfica. A criptografia forte, por sua vez, oferece garantia de sigilo e integridade para os dados.

“Há casos de aplicações altamente críticas, como a de abertura de conta corrente pelo celular, em que o cliente já não tem qualquer contato físico com o banco, e o sistema digital confere, por si só, a autenticidade da foto contida no documento físico do candidato e compara esta imagem capturada com a impressão biométrica contida numa ‘selfie’, solicitada ao cliente e batida por ele próprio no instante do cadastro”, comenta Schmaltz.

As aplicações para captura contam também com o apoio de informações externas, através de conexões online com órgãos e empresas de cadastro público e de proteção ao crédito.

Entre as atividades já em fase de digitalização móvel (ubígua) no Brasil, a M2Sys aponta a coleta de documentação para a aquisição apólice de seguros (ou para a requisição do prêmio), uma operação mais complexa que o normal por exigir, em muitos casos, a foto do bem assegurado ou sinistrado, acarretando na visita obrigatória do corretor ao endereço do cliente.

“Em casos dessa natureza pode-se usar, por exemplo, o recurso de leitura geotemporal do smartphone para autenticar a localização de um imóvel ou a hora e local da cena de um acidente, sem que o corretor necessite ir até lá fisicamente”, explica Márcio Guariente, também diretor executivo da M2Sys.

Além de oferecer aplicações para estes dois tipos de processo, a M2Sys já está ajudando universidades brasileiras a descentralizar a emissão de carteirinhas oficiais de estudante (uma atividade que passaram a exercer há pouco tempo) e levando a escritórios de advocacia uma aplicação que permite a captura, envio e armazenamento de documentos em imagens criptografadas com base no smartphone.

A M2Sys é uma das responsáveis pela introdução da captura descentralizada no Brasil. Mesmo antes da disseminação do uso de smartphones, a empresa ajudou vários bancos brasileiros a adotar o processo de “truncagem” (compensação de cheques via imagens digitalizadas em scnners) e a processar anualmente mais de 3 milhões de documentos financeiros e não financeiros. A M2Sys estima em R$ 8 bilhões a economia gerada aos bancos só com a eliminação de malotes e do transporte de cheques via carro forte de 2011 até agora.

Eustáquio Moreira – Press Consult

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